quarta-feira, 29 de abril de 2009

Sobre as Passagens Aéreas, vejam o Excelente comentário de Luis Carlos Prates da RBS TV de SC

Aproveitando o chavão do comentário do Jabor, vejam este outro! Simplesmente espetacular! Mas como ele diz, cadê o povo brasileiro!?... para mim "Devem tá olhando a novela!"


Arnaldo Jabor - Riscos que Obama corre! Comentário muito coerente!

Ou seja, o Bush arruinou com a economia, poluiu, matou e agora, te vira negão!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Grupos de Cultura Nativa Gaúcha. Esteio do Nativismo!



"Hay os que cantam desditas de amores,
por conveniência, agradando senhores.
Mas os que vivem a cantar sem patrão
tocam nas cordas do seu coração."
"Cenair Maicá - Ícone da Música Missioneira"

Cria-se um grupo de apreciadores do nativismo. Este grupo se identifica em várias áreas e então, resolvem criar um encontro. Nesse encontro, reúnem-se os próprios e convidados. Fechado ao público feminino, os homens acampados quase sempre na beira de um rio, se esbaldam em música, comidas típicas, bebida, tertúlia e muita conversa. Cada ano, mais e mais músicos e apreciadores do nativismo, participam desses eventos.

Então, a situação fica assim: começa-se com um grupo e este grupo abre espaço e esse espaço, nem sempre é ocupado por pessoas fechadas com o conceito dos fundadores. Então se cria “alas” e essas alas racham, levando fundadores! Por que isso? A gota d’água desta minha indagação ocorre por que até o maior encontro deste gênero no Rio Grande do Sul, também rachou!

Na minha cidade também ocorreu isso. Temos dois grupos que fazem a mesma coisa, mas se dizem diferentes em seus ideais ou em suas propostas. O primeiro e mais antigo, começou com um encontro como todos, na beira de um rio, às vezes sem equipamento de som, mas com aquela idéia da confraternização e de muita música. ... Depois do racha, formou-se um novo grupo que se tornou mais voltado à raiz, formado por pessoas sérias e com um ideal bem definido.

A única unidade que o Rio Grande do Sul teve, e seu povo fechou num ideal, foi em minha opinião, o movimento revolucionário Farrapo. Depois disso, interesses sobrepujaram os ideais e os ideais se distorceram ou se perderam.

E os nossos filhos de hoje, não são nem de perto, como éramos com nossos pais. Pais hoje, ocupados ou às vezes omissos, botando a culpa na escola por não educar seus filhos. Como se a escola fosse responsável em dar educação ao invés de ensinar! Filhos em uma liberdade sem ideais, livres. Sobre a nossa cultura, a maioria não possui nenhum interesse no nativismo. De música gaúcha, nada! Tem os que escutam a tchê music (proibida em ctg's, ainda bem!) onde dançam maxixe, ritmo que não tem nada a ver com a nossa cultura, mas que interessa à midia e as gravadoras. Mas isso é outro assunto!

Voltando aos grupos nativistas, parecem que não podem crescer. Devem se manter até um patamar de integrantes e nos eventos, de convidados. Então, que se dissemine pelo rio grande esse ideal. Vários encontros de grupos arte e cultura estão surgindo no estado! Para o nativismo gaúcho, para nós que gostamos de música de raiz, que possuem em suas letras ideais e costumes nossos, é ótimo que isso ocorra, pois não somos de mídia! Não temos a música que vende, pois não há interesse em se cantar a verdade.
“Quando a água é mais serena,
Inspiração com ela se faz,
Mananciais de vida plena
Forjam melodias que ficam reais
E os sonhos marcantes dos arrebóis,
Me faz lembrar dos princípios e ideais”
Omar Franco

sábado, 11 de abril de 2009

Livro Cibercultura de Pierre Levy e Minha Análise




Nada se constrói sem um embasamento sustentável, e a referência faz parte deste processo, tanto na orientação pessoal como coletiva. Antes de me tornar acadêmico, a minha referência como ser humano era local e limitada, sem saber da gama de possibilidades e aprendizagem que poderiam ser adquiridas em pouco espaço de tempo e de forma tão simples e ao mesmo tempo complexa num sentido da amplidão do horizonte. As pesquisas, os livros, as aulas, tudo me engrandece e me torna mais inteligente, e essa inteligência é inovadora, pois agora estou tratando de assunto local, social, municipal, estadual, nacional e internacional em questão de minutos. Isso tudo, faz com que minha referência seja ampliada e anexada a inteligência. Essa rapidez, é que nos torna mais dinâmicos e ao mesmo tempo responsáveis pelas nossas interpretações de determinados assuntos e estudos. E o curso me mostrou isso! Meus ideais ainda possuem as referências de outrora, mas agora estão mais “lapidados” e direcionados a minha correta formação pessoal e acadêmica.

“A inteligência coletiva que favorece a cibercultura é ao mesmo tempo, um veneno para aqueles que dela não participam, e ninguém pode participar completamente dela, de tão vasta e uniforme que é, e um remédio para aqueles que mergulham em seus turbilhões e conseguem controlar a própria deriva, no meio de suas correntes.” *

Para mim, as madrugadas em claro navegando pela rede, os assuntos, os bate-papos,
tudo isso me deslumbrava de maneira explícita e incoerente. Sabia do tempo perdido e queria recuperá-lo logo, e isso me desnorteava do real significado da Internet, pois me sentia excluído diante de tão descomunal sistema de informação, entretenimento e aprendizagem. Agora coerentemente pensando e estudando, minhas “navegadas” são mais específicas e direcionadas ao aprendizado, e a ponta do iceberg está aparecendo!

Estou me tornando um filósofo virtual! Sim! Todos nós que navegamos na rede, temos esta propensão em adquirir muito conhecimento e através dos mesmos criamos opiniões e constituímos a virtualização filosófica que é uma teia de conhecimentos interpretados, gerados e disseminados pela web. A gama de informações e conhecimento é espantosa, e cabe a nós, reciclar e absorver as reais necessidades do nosso aperfeiçoamento. Tanta informação recebida, deveria ser interpretada e repassada com novos saberes e assim por diante, até a formação universal de uma inteligência justa. Agora com a “abertura” dos meus horizontes, a minha intelectualidade está tornando-se uma formadora de opinião quase que automática, devido ao aumento considerável de meus conhecimentos para com a sociedade, ou seja, hoje analisamos e comentamos, e amanhã, poderemos ser formadores de opinião, referenciados no nosso saber, que deve ser o mais pleno e justo possível.

Os professores realmente capacitados, são grandes formadores de opiniões e estão passando por uma transição, tanto metodológicas como funcional, e embasado neste contexto cito Pierre Levy:

“A grande questão da cibercultura é a transição de uma educação e uma formação estritamente institucionalizada (a escola, a universidade) para uma situação de troca generalizada de saberes, o ensino da sociedade por ela mesma, do reconhecimento autogerenciado, móvel e contextual das competências.” *

Transição, esta é a palavra da hora na educação mundial. Nós podemos nos apoiar em grandes pensadores da educação mundial, mas temos que situar cada região e suas condições de aprendizagem. Quando converso com meus amigos e parentes, e explico que os temas, trabalhos e estudos estão praticamente envolvidos na web, fica difícil para eles absorverem tamanha evolução. Ao tentar explicar, me senti como eles quando ainda não era acadêmico, sem saberem do real significado da educação à distância e suas “vantagens”, e achar que, se tenho Internet em casa, estou conectado ao mundo. De certa forma sim, mas isso não é nem de perto a real razão para se ter tal acesso em nossa vida. O importante é você tirar conhecimentos úteis para sua vida e sua formação intelectual e profissional.

Em nível superior e, em se tratando de aprendizagem, a Internet é assimilada mais facilmente, ao contrário do ensino básico e fundamental onde o acesso é restrito e o direcionamento dos alunos em quanto estão conectados é facilmente desviado da real necessidade. E nos dias de hoje, a grande maioria das pessoas querem estudar mais, e isso faz com que os profissionais de ensino, tenham que se reciclar e adaptar-se a essas mudanças, fazendo com que o aprendizado seja mútuo, e essas experiências, sejam reunidas e divulgadas para que possamos nos orientar na aprendizagem do futuro.

Essas experiências, formarão uma gama muito grande de conhecimento. Será como nossos pensamentos e formação profissional: eles não serão totais nem até o último dia de nossas vidas! Sempre estamos aprendendo, pois não há universalidade sem escrita e essa escrita é tão vasta e rica que teríamos que recorrer as mais diversas obras sobre determinado, veja bem, determinado assunto, para podermos formar uma opinião básica e ainda assim, sem totalidade. Isso é fascinante! Se eu acho que sei tudo, a minha humildade será fundamental neste conceito do saber, pois ela me cercará de parâmetros conscientes do real aprendizado, na busca pelo conhecimento.
* Do livro Cibercultura - Pierre Levy

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Analisei "Um Fim em Sí Mesmo!"

MANIPULANDO A TÉCNICA


A técnica, criada pela burguesia como ferramenta de apoio ao desenvolvimento do ser humano, deveria ser empregada para que se tivesse melhor qualidade de vida, mais conhecimento e facilidades sobre a produção, onde se tivesse maior lucratividade com menor esforço, e o emprego e uso dela, deveria trazer muitos benefícios à humanidade, tornando o homem livre e conhecedor de práticas e técnicas que melhor identificasse os problemas vividos, em conseqüência, seria usada para encontrar as soluções para os mesmos. Dessa forma, beneficiando a coletividade. Acontece que no decorrer dos tempos passou a ser usada como meio de exploração e alienação dos trabalhadores, se transformando em mais um meio do que propriamente um fim, pois a produção, cada vez mais concentrada nas mão dos que detém os meios de produção e capital, despojou o ser humano das suas benesses.

O homem, que era consciente do mundo e de si mesmo, passa a ser consciente da habilidade de fabricar e de que é capaz de transformar a natureza, da forma que bem entender, sem medir as conseqüências, esquecendo-se que ele mesmo, o homem, fica fora de todo o processo de desenvolvimento e qualificação.

Esta burguesia foi sempre a mesma em todos os tempos, muito mais preocupada na concentração de renda e dos meios de produção, mantendo do jeito que pode o seu povo ocioso e fora do processo de desenvolvimento, cultural, social, profissional, enfim, de tudo que possa transforma-lo em um ser livre, crítico, de conhecimento apurado e capaz de conviver socialmente em paz, primando pelo bem comum. As técnicas de manipulação estão por toda a parte, na técnica da industrialização, na técnica da educação, na técnica da administração pública, da infra-estrutura, da produção e distribuição de alimentos, da preservação do meio-ambiente, enfim, do progresso e desenvolvimento como um todo. Vivemos em um mundo particionado, onde cada ramo profissional se especializa em um determinado assunto, sem se preocupar com o todo, o que põe em risco a vida humana na forma “clínica geral”, que olha para o contexto geral, tratando dos problemas sem criar contra indicações ou mesmo efeitos colaterais que hoje vivenciamos.

A razão instrumental se tornou única, separada da sabedoria, fazendo com que o ideal de produtividade seja medido pela estrutura do poder e não pelas necessidades do ser humano. O princípio da “dominação” é o sacrifício da conscientização, a subjugação do homem pelo homem e como conseqüência, o fim em si mesmo.