Sincero este meu verso
Que te faço nesta canção
Na sanga dos teus sentimentos
Tentei fisgar teu coração
Usei de todas as iscas
E até fiz, arrastão
Nas vestes do teu amor
Sou maltrapilho de rua
Remendo meus sentimentos
Nas noites claras de lua
Para ver se minhas vestes
Ficam tão lindas, quanto as tuas
Não vou perder a esperança
Não vou perder o ensejo
De fisgar teu coração
Cobrir teu corpo de beijos
Vestindo assim, o teu amor
Saciando assim, os meus desejos
Omar Franco
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Você aos Milhares.
Sinceramente, a cidade grande vive a solidão coletiva.
Você vê milhares de pessoas passarem ao seu redor.
Você vê milhares de rostos, indiferentes.
Você não fala “Bom Dia!” a um passante.
Você não escuta um fraterno “Bom Dia!”.
Você não encara e não gosta de ser encarado.
Você desvive.
Você passa a amar os fones de ouvido.
Você se escora e dorme.
Você não aprecia, somente vai.
Você anda rápido para não ser solicitado.
Você não ajuda e não gosta de ser ajudado.
Você desvive.
Você evita as pessoas.
Você não sai por prazer.
Você, dominado pela indiferença.
Você, achando correta a situação.
Você tem um animal de estimação.
Você o considera tudo.
Você desvive.
Você não gosta mais do interior.
Você zomba do interiorano.
Você acha que a vida é isso.
Você fugindo pro apartamento.
Você vê assaltos com naturalidade.
Você feliz, por não ser você.
Você desvive.
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